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Encontro Estadual é uma resposta dos arquitetos e urbanistas à falta de empregos e serviços, afirma presidente do SASP

Encontro Estadual é uma resposta dos arquitetos e urbanistas à falta de empregos e serviços, afirma presidente do SASP

O Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP) realiza, entre os dias 25 e 29 de setembro, o Encontro Estadual dos Arquitetos e Urbanistas (EEAU) 2018 com o tema “Novas Perspectivas para a Atuação dos Arquitetos e Urbanistas”.

 

O Encontro é promovido em um contexto conturbado para a categoria: o Brasil enfrenta uma crise na construção civil, principalmente depois do início da Operação Lava Jato, e muitos contratos do setor foram bloqueados ou encerrados, o que afetou, implacavelmente, a atuação dos profissionais de Arquitetura e Urbanismo.

 

Para o Presidente do SASP, Maurílio Chiaretti, no entanto, essa crise pode ser encarada como oportunidade para expandir novas frentes de trabalho. “Podemos abrir campos que atualmente contam com pouca presença dos profissionais de Arquitetura e Urbanismo – como em meio ambiente, patrimônio histórico, planejamento urbano e tecnologia. Isso pode se configurar como única alternativa para enfrentar o desemprego e a falta de serviços para os arquitetos e urbanistas”, afirma ele.

 

Ainda de acordo com Chiaretti, a participação da categoria no Encontro Estadual pode fomentar nova perspectivas para a atuação e valorização profissional. “Há caminhos que os arquitetos e urbanistas podem adotar para sua carreira e para a melhoria da sociedade”, conclui ele.

 

Confira a entrevista:

 

Qual a proposta do Encontro Estadual dos Arquitetos e Urbanistas (EEAU-2018) para este ano?

O Encontro do SASP é o maior evento da nossa entidade. Neste ano, estamos focados em demonstrar para os arquitetos e urbanistas todas as possibilidades de trabalho e atuação profissional que eles têm – ou que poderiam explorar mais, principalmente em áreas que faltam profissionais. O EEAU é uma resposta para a falta de empregos e serviços que nossa categoria enfrenta, um momento que nos exige agir mais. Já realizamos dois Encontros – um em 2014, outro em 2015 -, oportunidades em que debatemos e entendemos o nosso contexto político e profissional, tirando vários encaminhamentos que visavam abrir novos campos de trabalho e ação profissional. De lá para cá, foram construídas condições para demonstrar que, através das parcerias que o SASP realiza com outras entidades ao longo do tempo, há caminhos que os arquitetos e urbanistas podem adotar para sua carreira e para a melhoria da sociedade.

 

O Brasil enfrenta uma crise na construção civil que tem reflexo direto na atuação dos arquitetos e urbanistas. O EEAU debaterá esse contexto tão preocupante para os profissionais?

Com a crise na construção civil e, principalmente, com os resultados da Operação Lava Jato, muitos contratos do setor foram bloqueados ou encerrados, o que afetou o trabalho dos arquitetos e urbanistas, já que o Estado é o maior contratante de obras da construção civil. Assim, toda a cadeia da construção, que atendia a esses grandes contratos, ficou fragmentada e sem perspectivas a curto prazo. Ao mesmo tempo em que temos esse cenário no Brasil, também temos um outro lado: 80% das construções não têm a participação de arquitetos e engenheiros. É crucial, portanto, que nos preparemos para atender esse mercado que nunca contou com a participação dos arquitetos e urbanistas, que foi se autoconstruindo e se autodeterminando sem a ajuda desses profissionais. Além disso, abrir campos que atualmente contam com pouca presença dos profissionais de Arquitetura e Urbanismo – como em meio ambiente, patrimônio histórico, planejamento urbano e tecnologia – pode se configurar como única alternativa para enfrentar o desemprego e a falta de serviços para os arquitetos e urbanistas.

 

A proposta é interessante, porque visa democratizar o acesso à Arquitetura e Urbanismo, campo que historicamente se concentrou nas mãos de poucos. Porém, a situação econômica dos brasileiros não é das melhores, principalmente para realizar obras ou contratar arquitetos. Como viabilizar essa proposta?

Hoje as construções são muito caras, principalmente devido ao desperdício, seja de tempo ou materiais. Com a orientação dos profissionais, as obras podem ser mais econômicas – e o valor economizado pode ser utilizado para remunerar os arquitetos. Para isso, é preciso que os profissionais se capacitem. É possível, sim, dentro do setor de autoconstrução, conseguirmos viabilizar a participação dos arquitetos, que resultará em obras melhores e mais econômicas, como estamos demonstrando na parceria com a Soluções Urbanas, ArquiteCasa e Banco do Povo. Nos demais setores, como meio ambiente, tecnologia e patrimônio histórico, sobram recursos e faltam projetos, é isso o que vamos mostrar no EEAU.

 

Enfrentamos também uma crise política que tem reflexos em vários outros setores do país. Como o SASP se posiciona, principalmente em relação às políticas urbanas?

No cenário nacional há uma grande incerteza do que ocorrerá nas eleições desse ano. Porém, nós sempre defendemos, historicamente, a implantação de políticas urbanas democráticas em áreas como habitação, saneamento básico, cultura e mobilidade, entre outros. Como essas políticas serão conduzidas a partir do ano que vem, quando assumirá uma nova gestão para o governo federal, ainda não sabemos. Acreditamos que nesses próximos anos as mudanças deverão ocorrer mais a partir do poder público local em conjunto com as organizações e comunidades locais. Devemos estudar e propor como o ciclo de recursos gerados na produção urbana pode retornar para melhorias na cidade, principalmente em investimentos em projetos, sejam públicos ou privados. Muitos serviços da construção civil geram receitas para os municípios – tanto de impostos sobre serviços (ISS e IPTU) quanto, depois, na venda do imóvel (ITBI). O que acreditamos é que ao menos parte desses impostos deveriam retornar para novos projetos, o que geraria mais emprego e, novamente, mais recursos para as Prefeituras.

 

O que: Encontro Estadual dos Arquitetos e Urbanistas (EEAU) do SASP com o tema “Novas Perspectivas para Atuação dos Arquitetos e Urbanistas”.

Quando: 25, 26, 27, 28 e 29 de setembro.

Onde: Auditório do SASP. Rua Araújo, 216. Piso Intermediário. República, São Paulo.

Investimento: R$ 120, 00 (pacote completo) ou R$ 40, 00 o dia. Associados e associadas têm desconto de 50%.

 

INSCRIÇÕES AQUI!

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